Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), ou simplesmente autismo, é definido como uma condição de saúde caracterizada por uma dificuldade na comunicação social (socialização e comunicação verbal e não verbal) e comportamento (interesse restrito e movimentos repetitivos). Não há só um, mas muitos subtipos do transtorno, que pode acometer desde pessoas com outras doenças e condições associadas (comorbidades), até pessoas independentes, com vida comum e que, muitas vezes, nem sabem que possuem o TEA, já que não foram diagnosticadas. No entanto, alguns sinais podem se manifestar a partir de um ano e meio de idade, ou até mesmo antes, em casos mais graves.

Abordagens personalizadas e interdisciplinares são recomendas para o tratamento de pessoas com TEA e, qualquer que seja a opção escolhida, pais, familiares, cuidadores e escola, devem estar envolvidos neste processo. O fonoaudiólogo integra a equipe interdisciplinar, com objetivo principal de promover a comunicação, além de avaliar e tratar, se necessário, fala, alimentação, funções orofaciais e audição.  Considerando que há uma variabilidade de abordagens para o tratamento do ponto de vista científico, este profissional, após avaliação individual, na equipe interdisciplinar, tem autonomia para selecionar as possibilidades terapêuticas, justificando-as para equipe e família. O tratamento deve ser iniciado o quanto antes, mesmo que seja ainda uma suspeita, uma vez que o quanto antes comecem as intervenções, maiores são as possibilidades de melhora na qualidade de comunicação.

No Brasil, a Lei nº 12.764/2012, mais conhecida como Lei Berenice Piana, criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo e logo foi regulamentada pelo Decreto nº 8.368/2014, representando um grande avanço para os portadores de TEA e suas famílias.

No cenário internacional, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu, em 2007, a data de 2 de abril como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo (em inglês, World Autism Awareness Day). Desde então, na oportunidade, cartões-postais de todo o planeta, como o Cristo Redentor, no Brasil, o edifício Empire State, nos EUA, a CN Tower, no Canadá, a Torre Eiffel, na França e as pirâmides do Egito, recebem uma iluminação na cor azul em prol da causa e chamam a atenção de toda a sociedade sobre a importância do tema. Afinal, o comprometimento da sociedade com o indivíduo com TEA, inicia-se com a busca de mais informações sobre o tema e o envolvimento com medidas de inclusão e cobrança de políticas públicas que objetivem a proteção e a garantia do atendimento especializado.

Em 2020, pela primeira vez, a comunidade envolvida na causa do autismo em todo o Brasil estará unida em uma campanha nacional com tema: “Respeito para todo o espectro”. Para para celebrar a data, inclusive, será utiliza a hashtag #RESPECTRO nas redes sociais.

Números e informações do Brasil e do mundo

  • O termo “Transtorno do Espectro do Autismo” passou a ser usado a partir de 2013;
  • Aproximadamente um terço das pessoas com TEA não desenvolvem a fala, assim outras formas de comunicação devem ser oferecidas. O fonoaudiólogo é o profissional que irá auxiliar a família nesta intervenção;
  • A ONU, por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS), considera a estimativa de que aproximadamente 1% da população mundial esteja dentro do espectro do autismo, a maioria sem diagnóstico ainda. Segundo estimativas da OMS, o Brasil pode ter mais de 2 milhões de pessoas com TEA;
  • O símbolo do autismo é o quebra-cabeça, que denota sua diversidade e complexidade.

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